Esculpidas a partir de resíduos florestais da Mata Atlântica, as esculturas mobiliárias de Hugo França no Inhotim estão passando por um cuidadoso processo de restauração com o apoio da AkzoNobel. A ação destaca a relevância ambiental e artística das peças e contempla a doação de 400 litros do Ultra Protetor Sparlack Cetol para garantir a proteção das obras de madeira espalhadas a céu aberto pelos jardins do museu, que servem como locais de apoio e descanso para os visitantes.
“Apoiar a preservação dessas peças é mais do que uma ação de conservação — é um compromisso com a valorização da arte brasileira e com a sustentabilidade, princípios que guiam nossas ações na AkzoNobel. O uso do protetor Sparlack Cetol garante que essas esculturas continuem integradas à paisagem natural do museu, preservando suas formas, texturas e resistência frente ao tempo e às intempéries, sem alterar as características originais das obras. É levar o estado da arte em proteção para madeira a obras de tamanha representatividade para o país como estas de Hugo França”, afirma Priscila Perez, gerente de Cores e Relacionamento Brasil de Tintas Decorativas da AkzoNobel.
Ao todo, foram restauradas 128 obras do artista presentes no museu, entre bancos, mesas e chaises, todas esculpidas a partir da madeira de pequi-vinagreiro (Caryocar edule), árvore nativa da Mata Atlântica. Trata-se de uma espécie de grande porte, com madeira extremamente resistente e características singulares. Segundo mateiros e conhecimentos tradicionais, o pequi-vinagreiro pode viver mais de mil anos, o que confere às obras do Inhotim um valor que também pode ser considerado arqueológico.
Algumas das peças de destaque que passaram pelo processo de conservação incluem o Banco Ajubá, o Banco Kamonetá, o Banco Tupã e a Chaise Mongaba, esta última posicionada em frente ao pavilhão de entrada do museu. Com dimensões monumentais, muitas dessas esculturas ultrapassam seis metros de comprimento e podem pesar até quatro toneladas, o que dificulta seu transporte e influencia suas formas e intervenções.
Essa é a maior coleção de Hugo França, criada especialmente para o Inhotim. As peças se destacam pelo processo único de criação: são talhadas com motosserra a partir de resíduos florestais, raízes, troncos e galhos descartados, frequentemente atingidos por queimadas ou abandonados após o desmatamento. O processo criativo de Hugo França confunde-se com o conceito de seu trabalho: a preocupação com o desperdício da madeira e a crença nas infinitas possibilidades de reaproveitamento desse material.
“São obras que celebram não apenas a força estética da natureza, mas também carregam um poderoso significado ecológico, histórico e educativo”, define o artista. “É uma coleção que traz consigo uma reflexão sobre a preservação ambiental, a valorização dos saberes ancestrais e a necessidade de conscientizar as próximas gerações”, acrescenta.
Vídeo reforça conceito de preservação e permanência
Para marcar o projeto, a AkzoNobel também desenvolveu um vídeo para as redes sociais inspirado na relação entre a natureza, a arte e a permanência da madeira ao longo do tempo. Com direção visual centrada nas texturas da floresta, nos detalhes da madeira viva e no contato com as esculturas restauradas, o filme propõe um paralelo sensorial entre a pele humana e a madeira, explorando conceitos como memória, transformação e reaproveitamento.
Veja o vídeo aqui.
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