Todas as cidades do estado voltam para a fase amarelo do Plano São Paulo

A partir desta quarta-feira (2), todos os municípios do Estado de São Paulo, inclusive a capital, retornam à fase amarela do Plano São Paulo de enfrentamento ao coronavírus e retomada econômica. A medida foi tomada devido à piora nos indicadores estaduais de mortes, infecções e ocupação de leitos destinados à pacientes com Covid-19.

Com o recuo da fase verde para a fase amarela, haverá aumento das restrições de funcionamento de estabelecimentos comerciais em todo o território paulista. Até o anúncio de segunda-feira (30), 76% da população de São Paulo, inclusive a capital, estava na fase verde, a mais branda em termos de restrições.

A fase amarela do Plano São Paulo permite o funcionamento, com restrições, do comércio de rua, shoppings centers, escritórios, bares e restaurantes, academias, salões de beleza e barbearias, que poderão operar presencialmente com até 40% de sua ocupação máxima e por, no máximo, 10 horas por dia.

Os estabelecimentos poderão funcionar até, no máximo, às 22h e os eventos com público em pé estão proibidos. “Essa medida, quero deixar claro, não fecha comércios, nem bares, nem restaurantes. A fase amarela não fecha atividades econômicas, mas é mais restritiva nas medidas para evitar aglomerações e o aumento do contágio da Covid-19”, destacou o governador João Dória.

“É importante o revendedor ter o cuidado de checar as informações que recebem, pois temos notado que há muita disseminação de notícias incorretas”, alertou Salvador Nascimento, diretor de Operações da Associação dos Revendedores de Tintas (Artesp). “Estamos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas”, completou.

Também foi anunciado que Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo decidiu diminuir o tempo de análise dos dados da pandemia, que era feito de 28 em 28 dias e passará a ser de 7 em 7 dias. “É uma medida de prudência que estamos tomando para melhorar o controle da pandemia”, explicou Dória.

A próxima reclassificação do Plano São Paulo está prevista para o dia 4 de janeiro de 2021, quando pode haver nova regressão. A principal preocupação das autoridades é não deixar a ocupação hospitalar chegar próximo ao seu limite.

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