Iquine conclui compra da Hidracor, do Grupo cearense J. Macêdo

A indústria pernambucana de tintas Iquine fechou, na semana passada, a compra da cearense Hidracor, numa negociação que chegou a cerca de R$ 120 milhões. O contrato foi assinado na fábrica de Maracanaú, entre os executivos da Iquine, e os empresários cearenses Amarílio e Omar Macêdo. Com a aquisição, aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e anunciada na quinta-feira (1), a Iquine se torna a terceira maior empresa do Brasil em volume de produção de tintas decorativas e maior empresa de tintas 100% nacional.

A Iquine adquiriu as unidades fabris de Maracanaú e Acarape, além das marcas Hidracor e Hipercor. Com a aquisição, a Iquine deve assumir a terceira colocação do ranking dos maiores fabricantes de tintas do País.

A Hidracor possui cerca de 450 colaboradores e, além das tintas, esmaltes e texturas líquidas, produz também cal e cerca de 10 mil toneladas mensais de tintas imobiliárias em pó. As marcas Hidracor e Hipercor deverão ser mantidas, uma vez que são reconhecidas no mercado nordestino.

A negociação só não envolveu as minas de cal pertencentes à J. Macêdo Mineração, que será a fornecedora da matéria prima que é utilizada nas unidades fabris e possui minas em vários municípios do Ceará e alguns estado do Nordeste.

Segundo fontes da companhia, a Hidracor estava vindo num excelente momento, com crescimento contínuo, mas a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) gerou fortes impactos, devido ao fechamento de suas unidades durante vários dias, na quarentena.

Por isso, o Grupo J. Macêdo decidiu focar a atuação no seu principal segmento, que é o alimentício à base de trigo. Afinal, até agosto último o resultado operacional do conglomerado empresarial mais do que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Alan Souza, acionista da Iquine, há uma perspectiva de expansão das unidades fabris do Ceará para que possa produzir os itens da Iquine, além do atual portfólio da Hidracor. “Vamos ter um incremento de produção e boa parte dos produtos da Iquine será produzida em Maracanaú”, diz. Hoje, a Iquine tem cerca de 1,5 mil itens de produção e a Hidracor mais de 800.

A aquisição irá ampliar a área de atuação da empresa e aumentar a oferta de produtos, de acordo com Souza. “A Hidracor e a Iquine têm portfólios e área de atuação complementares. Enquanto a Hidracor tem uma maior participação na região que vai do Ceará ao Pará, a Iquine tem forte presença na área que vai do Rio Grande do Norte à Bahia. Essa conjunção é o que faz sentido para essa transação”, disse Alan.

Diversificação

Para Eduardo Moretti, CEO da Tintas Iquine, a aquisição da empresa cearense representa uma oportunidade de diversificação e integração logística. “A aquisição da Hidracor é importante para o fortalecimento e diversificação do nosso portfólio, além de trazer complementariedade nos processos produtivos e melhoria da operação logística”, disse.

“Agora estaremos focados no processo de integração entre as operações e na condução e gestão das pessoas para agregar as competências e conhecimentos de ambas as empresas”, conclui.

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