Ponto de entrega voluntária (PEV) de latas de tinta completa um ano na Baixada Santista

O primeiro ponto de entrega voluntária (PEV) de latas de tinta pós-consumo do Prolata na Baixada Santista completa um ano nesta segunda-feira (29). Os números deste período mostram que a Associação dos Revendedores de Tintas (Artesp), a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), criadora e coordenadora da Prolata; e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) – responsáveis pelo projeto têm muito para comemorar.

Desde a instalação pioneira numa loja do Baratão das Tintas, em Santos, outros oito pontos foram abertos, proporcionando aos consumidores e pintores da região uma alternativa para descartar corretamente as suas embalagens. Neste primeiro ano de funcionamento, já foram recolhidas muitas centenas de latas de tintas, cujo peso total superou 330 kg.

Além de Santos, hoje há PEVs em Guarujá, São Vicente e Itanhaém, estando programadas novas unidades nos demais municípios do litoral sul de São Paulo (Bertioga, Cubatão, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande) até o final de 2021.

Esses locais formam parte das ações conduzidas pelo Prolata na região, a partir do Termo de Cooperação Ambiental firmado entre Abeaço, Abrafati, Artesp e o Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (GAEMA), do Ministério Público de São Paulo.


“De fato, há muito a comemorar. Entendemos que é uma mudança de paradigma quando o consumidor final, apoiado e motivado pelas ações e estrutura de todas as entidades participantes do processo, percebe que é imperativo que haja uma ação efetiva na reciclagem de resíduos sólidos e, em especial, das latas de tintas usadas”, afirmou Salvador Nascimento, diretor Operacional da Artesp.

Ele lembra que os níveis dos aterros sanitários estão muito próximos do esgotamento em São Paulo – que é o estado com a maior estrutura desse tipo no Brasil – e todos têm que reciclar e utilizar em processos fabris. “No caso das indústrias, materiais que possam ser revalorizados, como as latas de aço, não há outro meio. Nosso setor compreendeu isso e todos estão envolvidos no processo, monitorado e gerenciado com muita competência pela Abeaço e pelo Prolata.”

Para o diretor, o que nos traz muita satisfação é que o primeiro associado participante se dispôs a participar voluntariamente há um ano, muito embora o MPF-GAEMA tenha se esforçado e utilizado os meios legais para instalar os pontos de coleta. “Existem outras lojas de tintas, em São Paulo e em outras regiões do Brasil, dispostas a participar. A estruturação ficou prejudicada pelas restrições em decorrência da Covid-19, mas estamos acompanhando os processos e a estrutura será ampliada. De fato, é um caminho sem volta. E nos orgulhamos de participar disso”, completou, ao lembrar que a ação é um importante avanço no trabalho voltado para o atendimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos, com base no conceito de responsabilidade compartilhada estabelecido nessa legislação.

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