TSM Tintas completa 50 anos

Mesmo durante a pandemia, a Associação dos Revendedores de Tintas (Artesp) acredita que ainda temos muito a comemorar. E, um desses motivos é a trajetória de sucesso da Tintas São Miguel (TSM) que acaba de completar 50 anos.

A história começou com Edson de Farias Lima, que vindo de Alagoas, sempre nutriu um espírito empreendedor. Depois de passar um período na aeronáutica, tentou trabalhar com diversos tipos de comércios. Até que, em 7 de abril de 1970, inaugurou a TSM, no bairro de mesmo nome da loja, na zona leste de São Paulo.

Seis anos depois, convidou o concunhado Nicolas Fadel para fazer parte da sociedade, que durou 16 anos, até a aposentadoria de Fadel. Nesta época, os dois filhos de Edson, Márcio Craveiro Lima e Maurício Craveiro Lima começaram participar da gestão da loja. Com a experiência de grandes empresas do mercado, o processo de transição durou um ano e foi bastante tranquilo e natural, como conta Márcio. “Quando a gente chegou, a loja passou a trabalhar mais com o atacado. Na época, não existia a figura da distribuidora oficial das fabricantes. E nós vendíamos muito na Baixada Santista. Foi quando decidimos abrir uma distribuidora, para nós e para outras lojas, em Santos. O que acabou sendo a primeira filial.”

Na sequência, veio mais uma loja em Arujá, na região metropolitana de São Paulo, com o nome de Arujá Condomínios.  Com o tempo e a falta de políticas comerciais para a distribuição da época, a unidade de Santos foi transformada em varejo. Em seguida, mais uma loja foi aberta no Centro de Arujá. Depois, foram abertas novas unidades no Guarujá, Praia Grande, Santos, Vicente de Carvalho, Mongaguá e Guararema.

Problemas do setor

Infelizmente, nem tudo são motivos para comemorar. Para Márcio, um dos principais entraves do setor é a venda direta. “Muitas fabricantes fornecedoras nossas estão vendendo direto para empresas, construtoras, empreiteiras, inclusive para condomínios e pequenas obras, atravessando o canal de distribuição”, disse, ao avaliar a ação como uma falha ética. “Todos falam que são obrigados porque os concorrentes entram. Por outro lado, há uma desunião por parte dos lojistas em pressionar as fábricas para que isso seja mais administrável, com estabelecimento de alguns critérios mínimos. E quando existe, existe no papel, mas na prática não, pois vários vendem para obras pequenas.”

Márcio aponta também a precificação de mercado como outro problema do setor. “Por mais que seja um problema que os lojistas trazem pra si próprios, existe uma certa conivência velada das fábricas que não fazem nada para mudar essa postura. A percepção que eu tenho é que em muitas ocasiões, não sempre, é interesse das fabricantes – muito embora o discurso deles seja que não – quanto mais houver brigas de preço, mais barato o produto deles fica no mercado.”

Associativismo pode ser a solução

A união de agentes podem ajudar a resolver alguns dos problemas. Márcio revela ainda que acompanha o trabalho da Artesp há muito tempo, embora seja há pouco tempo associado. “Me associei por acreditar muito no trabalho da atual gestão, que tem feito um trabalho bastante diferenciado em prol da categoria. Acredito que esses dois entraves apontados anteriormente são pontos que a Artesp poderia unir força com outras entidades do setor para bater mais de frente com a Abrafati e as próprias fábricas individualmente”, disse. “Uma coisa muito bacana que a Artesp tem feito agora são as pesquisas que a captação de informações de mercado, além das ações coletivas jurídicas”, finalizou.

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