AkzoNobel desmente notícias de encerramento das atividades no Brasil

A Associação dos Revendedores de Tintas do Estado (Artesp) recebeu nos últimos dias questionamento sobre a veracidade de um boato que agitou o mercado, o encerramento da produção de tintas automotivas da AkzoNobel no Brasil.

“Um dos principais papéis da Artesp é levar informação para o setor. Há muito tempo nos colocamos como uma fonte confiável de notícias. Por isso, buscamos saber a veracidade das informações, que causaram um verdadeiro alvoroço no mercado”, explica Salvador Nascimento, diretor Operacional da Artesp.

A realidade é que, depois de uma profunda e detalhada avaliação no portifólio de negócios da AkzoNobel na América do Sul, a empresa decidiu iniciar um plano de transição e deixará de atuar no mercado de revestimento automotivos OEM na região, sendo que os atuais contratos estão concentrados no Brasil. Todos os colaboradores impactados pela decisão já foram comunicados e a empresa dará todo o suporte necessário daqui para frente.

“Com a revisão de negócios, concluiu-se que neste momento a área necessitaria de uma série de investimentos adicionais para que se se tornasse realmente lucrativa e sustentável a médio e longo prazo. O atual cenário econômico e os impactos da pandemia no contexto de negócios aceleraram esta decisão. Também foi avaliado o nível de consolidação de outros negócios e este movimento também permite que a empresa se dedique a mercados como repintura automotiva, em que já atua com marcas líderes de mercado, como Sikkens e Wanda”, diz um trecho da nota da empresa.

A sigla OEM vem do termo em inglês Original Equipment Manufacturer, ou seja, Fabricante Original do Equipamento. Para a área automotiva, isso significa todas as peças e processos feitos dentro das montadoras, considerando os veículos que saem diretamente das fábricas. No caso, significa deixar de produzir única e exclusivamente tintas para plástico automotivo original. “Quando falamos de repintura automotiva, estamos nos referindo aos serviços feito nas oficinas mecânicas, que envolvem reparos e consertos em veículos já em uso. Esta decisão não envolve a Repintura Automotiva (VR), onde continuaremos atuando e investindo no crescimento.”

É importante ressaltar que a empresa manterá a atuação no mercado automotivo de OEM em outras regiões do mundo. Além disso, outras linhas de produtos que atendem o mercado OEM não fazem parte desta decisão, como por exemplo tinta para rodas, em que continuaremos atuando. No Brasil, a empresa trabalhará junto a seus clientes em planos direcionados de transição, de forma a minimizar impactos desta decisão, e espera concluir este processo até o final do 1º semestre de 2020. A empresa garante ainda que “daqui para frente, reforçaremos nossa atuação no mercado de repintura automotiva, mantendo nossa tradição e liderança com marcas como Sikkens e Wanda”, informa a nota.

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