Colorimetria PPG

Com o empoderamento feminino, a mulher tem diversificado sua atuação no mercado de trabalho e exercido profissões que até então, tinham atuação predominantemente masculinas. O setor automobilístico, por exemplo, é uma área em que se verifica a diversidade de gênero, mais especificamente no ofício de colorista.

Levantamento da PPG revelou que o treinamento de colorimetria, promovido pela empresa, apresentou, nos últimos seis anos, um aumento de 10% na procura por mulheres que querem ser coloristas ou aprimorar o conhecimento na área. Além disso, no período, a PPG treinou quase 2 mil profissionais, sendo que, desse total, 8% eram mulheres.

“Oferecemos o treinamento de colorimetria para nossos clientes e parceiros, e percebemos esse crescimento, principalmente devido ao dom natural da mulher de distinguir mais cores que o homem”, diz Ricardo Vetorazzi, gerente técnico do laboratório de Repintura Automotiva da PPG. Entre as atividades mais importantes da profissão, estão os ajustes de cor de lotes de tintas em relação aos padrões requeridos e a formulação original das cores.

Cientificamente, a mulher enxerga melhor os tons de cores do que os homens. Segundo estudo da XRite, fabricante de produtos de medição e gerenciamento de cores, 1 em cada 255 mulheres pode ter uma disfunção visual, enquanto que para os homens a proporção é de 1 para 12. O site possui um teste rápido (www.xrite.com/hue-test) que apresenta o QI para cores das pessoas.

“Para uma pessoa se destacar em determinado segmento, normalmente é necessário dedicação. É como diz o ditado que todo talento é 1% de inspiração e 99% de transpiração. No caso da colorimetria, as mulheres já nascem com a aptidão natural, que pode ser aperfeiçoada como profissão”, comenta Vetorazzi.

Sobre a profissão de colorista

Colorista é o profissional que atua em todo o ecossistema da indústria automobilística: montadoras, fabricantes de tintas, oficinas de repintura etc. A categoria é de extrema importância pois a cor é um dos itens de inspeção e controle de qualidade mais importantes da cadeia produtiva, ou seja, tudo aquilo que possui cor acaba tendo a aprovação final do colorista.

“Cada dia é uma aventura. Apesar de ter horários e uma rotina, ela não é uma profissão monótona. No dia a dia gosto de fazer análises das cores, identificar a diferença e fazer o ajuste”, afirma Jennifer Brito, colorista do grupo Tintas MC em São Paulo, que presta serviço para a rede de concessionárias do Grupo Caltabiano. A profissional dá um conselho para as iniciantes. “Recomendo determinação e foco, pois ainda passo por alguns preconceitos por ser mulher. A vontade de aprender também é importante e necessária. Para se tornar uma profissional em colorimetria requer experiência, levei 2 anos para começar a atuar sozinha e fazer os acertos. Fui me aperfeiçoando no dia a dia”, orienta.

Para um colorista chegar a um bom nível, normalmente são necessários 3 a 4 anos de experiência; já para alcançar a senioridade na profissão, normalmente são necessários de 8 a 10 anos. Uma característica muito positiva do ofício é que, devido à experiência necessária, existe a preocupação por parte das empresas de reter os talentos e, por isso, o movimento de rotatividade de colaboradores é mínimo.

Não existe uma faculdade para formar coloristas. A profissionalização é resultado da participação em cursos, treinamentos e da experiência adquirida. “Depende muito da área em que a pessoa vai trabalhar, mas, falando no setor da indústria de tintas, o colorista muitas vezes é formado dentro da própria empresa, aprendendo com os coloristas mais experientes e vivenciando o trabalho do dia a dia”, explica Vetorazzi.

Para o colorista iniciar sua carreira, é necessário que tenha feito ao menos um curso técnico. “A partir daí, o profissional pode agregar conhecimentos na experiência do dia a dia, principalmente práticos. Além disso, é importante participar de outros treinamentos que possam ajudar na formação, ligados não só ao conhecimento técnico, mas também a outras disciplinas importantes dentro do processo de produção, como: sistemas e processos de pintura, por exemplo. Para completar, o profissional precisa ter também domínio de informática, ao menos o nível básico”, orienta Vetorazzi.

O mercado oferece níveis diferenciados de cursos, do iniciante ao nível mais avançado. A primeira opção ensina os conceitos básicos de cor, iluminantes, entre outros. Já o avançado ensina o manuseio de equipamentos como o espectrofotômetro e os softwares de cor pois, com eles, o profissional aprende desde o simples ajuste da cor até a formulação final de uma cor.

“A maioria dos treinamentos realizados pela PPG tem duração de 16 horas, que são divididas em dois dias. Existem, no entanto, módulos que podem durar mais tempo, dependendo da necessidade do cliente ou parceiro”, finaliza Vetorazzi.

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