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O enfraquecimento da demanda e o aumento de custos de matérias-primas, influenciado pela valorização do dólar, são alguns dos fatores que reduziram as margens de lucro das indústrias de tintas no Brasil, sobretudo a partir do ano passado. Depois de três quedas consecutivas no volume de vendas do setor desde 2014 – incluindo a previsão de mais um resultado negativo para este ano, em 3%, de acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas Imobiliárias (Abrafati), os fabricantes começam a alimentar perspectivas um pouco melhores para o próximo ano. A brasileira Suvinil, por exemplo, projeta um modesto, porém significativo no atual contexto econômico, crescimento de 1%, ante ao ano anterior.

A proximidade das festas de fim de ano também anima as expectativas do segmento neste segundo semestre, uma vez que, nos primeiros seis meses do ano, o volume de vendas recuou 12% no setor. “O período costuma ser movimentado por pequenas reformas de Ano Novo e Natal. Isso é uma tradição muito forte no Nordeste, por exemplo”, espera o vice-presidente da Suvinil, Marcos Alleman.

Sem detalhar números, ele classifica o mercado Nordestino como estratégico para os negócios, como um mercado cujo potencial de expansão é grande. Para expandir sua participação na região, a empresa, pertencente ao grupo alemão Basf, mantém uma fábrica em Pernambuco, no município de Jaboatão dos Guararapes, cuja capacidade de produção é de 70 milhões de tintas ao ano. A partir da planta são atendidos os mercados do Norte e Nordeste, por meio de um Centro de Distribuição (CD) local.

Nos últimos anos, entretanto, até o sempre quente mercado nordestino também esfriou, principalmente com a paralisação de grandes obras. Esse novo cenário, somado à forte concorrência local com outras marcas, fizeram a companhia, líder no segmento premium, partir para conquistar novos nichos e adaptar sua oferta de produtos.

“Lançamos itens mais econômicos, com maior rendimento para que o consumidor não deixasse de comprar o produto. A ideia é caber no bolso e satisfazer. No mercado nordestino, o carro-chefe são as tintas da categoria Rende e Cobre Muito, as quais rendem até 500 metros quadrados (m2) por demão”, detalhou Alleman. Ajustes internos também foram necessários para resguardar a empresa das intempéries da economia. “Precisamos superar questões de produtividade internas, trazer mais inovação, além de melhorias nos pontos de venda”, acrescentou.

Dentre essas estratégias de oferecer opções econômicas e mais próximas do público, a Suvinil lançou o kit ‘teste sua cor’. No site da marca, o consumidor escolhe de duas até quatro tons de tintas e recebe o conjunto em casa para testar, acompanhado de rolo e bandejas plásticas. Cada pote colore 1 metro quadrado. “Muitas vezes o cliente compra uma cor, mas acaba se frustrando na aplicação. É também uma forma de evitar o desperdício”, afirmou a diretora de marketing da companhia, Carla Camargo.

Assim como a compra do kit online, novos investimentos em plataformas digitais têm sido priorizados. A empresa se prepara para lançar um novo aplicativo de simulação de cores, com uma interface mais fácil, além de outros apps já disponíveis, de plataformas de compras online e de vídeos tutoriais na internet para dialogar com a tendência do ‘Do It Yourself’ (Faça Você Mesmo) na decoração.

Em São Paulo, a Suvinil mantém a maior fábrica de tintas do Brasil. São mais de mil colaboradores diretos e 330 milhões de litros de tintas produzidos por ano. Na planta, são fabricadas 14 cores, das quais deriva uma paleta de cerca de 1.500 cores pelo sistema self-color, instalado nas lojas. Nele, o consumidor pode escolher o seu tom, que é finalizado na própria loja, evitando desperdícios de tintas. A fábrica em São Paulo abastece o mercado nacional e outros países da América Latina e África.

Entrevista com Marcos Allemann, vice-presidente da Suvinil

Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, o vice-presidente da Suvinil, Marcos Allemann, fala sobre o posicionamento da marca em Pernambuco e suas expectativa de crescimento para o próximo ano.

Como a Suvinil se posiciona atualmente no mercado Nordestino, sobretudo em Pernambuco? A empresa é líder?

O posicionamento reforça a campanha deste ano: “Se faz diferença para você, a gente faz”. Este slogan traduz os esforços da companhia em atender as necessidades de seus consumidores, principalmente neste ano desafiador. São nesses momentos que mostramos que estamos ao lado deles, trabalhando juntos para entregar as melhores soluções, para ajudá-los a se adaptarem às suas necessidades atuais. Entre as principais ações, é possível destacar a intensificação das parcerias regionais e o desenvolvimento de produtos que entreguem a melhor relação custo-benefício.

Quanto o mercado de Pernambuco representa nos negócios da empresa no Brasil? É um mercado estratégico?

O que podemos dizer é que sim, Pernambuco é um mercado muito relevante para a marca, o que é reforçado pela operação da fábrica da Suvinil em Jaboatão dos Guararapes, que atua há 35 anos na região.

Quais têm sido as estratégias adotadas pela empresa para ampliar a sua participação no mercado local?

A estratégia da Suvinil visa atender as necessidades de seus consumidores em todas as regiões do País. Há um mês, a marca lançou uma nova versão do Rende e Cobre Muito, agora o consumidor conta com a opção da lata de 12,5 litros, que atende sua demanda tanto em quantidade como em preço. Glasurit também passou por um reposicionamento e o produto está com um preço mais competitivo. Além disso, em 2015, foi lançado o produto Maxx Rendimento, que é um dos focos para a marca este ano e atende as necessidades dos consumidores neste momento, devido a sua ótima relação-custo benefício. É um produto premium vendido a preço standard, envasado em latas de 12,5 litros que rendem até 500 m² por demão, rendimento aos produtos que vêm em embalagens de 18 litros.

Há produtos mais focados no consumidor pernambucano? Quais?

Sim, o Suvinil Esmalte Extra Rápido foi criado para atender as demandas dos consumidores do Norte e Nordeste. O produto pode ser aplicado em madeiras, metais e alumínio.

Qual a capacidade de produção da fábrica de Jaboatão dos Guararapes e qual a capacidade do CD local? Há interesse em ampliar essas unidades em breve? Houve investimentos recentes nessas estruturas?

A fábrica de Jaboatão dos Guararapes atende uma parcela significativa da demanda das regiões Norte e Nordeste do País com produtos das linhas decorativas Suvinil e Glasurit. Já o CD local consolida e redistribui o portfólio completo de tintas, oriundo também das demais unidades fabris da companhia, que chega à unidade via rodoviária ou cabotagem marítima, representando um importante diferencial competitivo para o negócio.

A empresa espera um crescimento de faturamento no próximo ano. Quais as expectativas para Pernambuco?

A expectativa é que Pernambuco acompanhe o mercado nacional, cuja expectativa é de crescimento de 1% ante o ano anterior.

Fonte: Folha de Pernambuco

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