 
{"id":591,"date":"2016-09-23T20:15:59","date_gmt":"2016-09-23T20:15:59","guid":{"rendered":"http:\/\/artesp.org.br\/?p=591"},"modified":"2016-09-23T20:30:17","modified_gmt":"2016-09-23T20:30:17","slug":"experiencia-e-otimismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/artesp.org.br\/?p=591","title":{"rendered":"Experi\u00eancia e otimismo"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o pense em falar de crise com Eduardo Nardinelli, presidente da Axalta. O Engenheiro mec\u00e2nico de forma\u00e7\u00e3o, com diversos cursos no exterior e MBA, entrou no setor de tintas em 2014, depois de muito tempo no ramo de autope\u00e7as. Para ele, o trabalho duro e as parcerias com os clientes s\u00e3o os segredos para superar os momentos dif\u00edceis. A reportagem da Revista Pintou na Artesp foi descobrir como foi esta adapta\u00e7\u00e3o ao nosso mercado.<\/p>\n<p><strong>Revista Pintou na Artesp &#8211; O senhor entrou numa \u00e9poca economicamente conturbada. Qual foi sua primeira an\u00e1lise do mercado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Eduardo Nardinelli<\/strong> &#8211; Para quem j\u00e1 tem uma experi\u00eancia profissional longa, n\u00e3o \u00e9 a primeira crise que passamos no Brasil. Eu tamb\u00e9m trabalhei na China bem na \u00e9poca da crise de 2008, e trabalhei tamb\u00e9m nos Estados Unidos. Ent\u00e3o, estamos acostumados a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. Realmente ter mudado de empresa no momento em que o Brasil entrou em uma das maiores recess\u00f5es da hist\u00f3ria foi um desafio importante. Eu tive a sorte de ter um time muito competente, clientes s\u00f3lidos no mercado e isso facilitou muito. Tivemos que fazer uma reestrutura\u00e7\u00e3o na empresa. Aqui no Brasil, a Axalta \u00e9 muito forte no mercado de ve\u00edculos leves, que foi um dos mercados mais afetados desde 2014 \u2013 n\u00f3s participamos tamb\u00e9m de ve\u00edculos pesados e outros mercados, como industrial e repintura. Mas, independente deste momento, n\u00f3s temos tido um desempenho importante. A empresa \u00e9 muito focada no cliente e no mercado, buscando sempre entender o que est\u00e1 acontecendo para suprir as necessidades do setor com produtos diferenciados. Isso tamb\u00e9m ajuda a Companhia a ter uma performance melhor.<\/p>\n<p><strong>RPA &#8211; Como os revendedores de tintas entram neste planejamento para driblar a crise?<\/strong><\/p>\n<p>Focando mais no mercado de repintura, que \u00e9 bem importante para n\u00f3s. O setor da repintura demorou mais para sentir a crise. Mas, com o aumento do n\u00edvel de desemprego e da inadimpl\u00eancia, n\u00f3s percebemos que os distribuidores e os revendedores come\u00e7aram a ter uma venda mais seletiva. Isso fez com que o mercado ficasse um pouco mais enxuto. E a pr\u00f3pria rede como um todo reduziu as compras diretas das ind\u00fastrias, reduzindo o estoque para aumentar o capital de giro e investir no neg\u00f3cio. \u00a0N\u00f3s percebemos que nessa \u00e9poca de crise existem dois tipos de empresas: as que se destacam porque atuam mais rapidamente em serem enxutas, mais competitivas e mais eficazes, e as que realmente acabam desaparecendo do mercado. Isso \u00e9 natural em todos os pa\u00edses e em todos os segmentos, n\u00f3s vemos que o mercado est\u00e1 tendo uma retra\u00e7\u00e3o este ano. Outro fator que tamb\u00e9m afetou este segmento, principalmente na linha de alta tecnologia, foi o fechamento de v\u00e1rias concession\u00e1rias. Centenas de concession\u00e1rias fecharam suas portas desde o in\u00edcio de 2015 e isso certamente afeta o mercado de repintura.<\/p>\n<p><strong>RPA &#8211; Axalta faz 150 anos, conte um pouco dessa hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p>A Axalta est\u00e1 completando 150 anos de idade. Desde 1866, a empresa vem passando por aquisi\u00e7\u00f5es, transforma\u00e7\u00f5es, sempre buscando lideran\u00e7a de tecnologia, expans\u00e3o e atender os clientes da melhor forma poss\u00edvel. Aqui no Brasil, a empresa existe desde 1963. Este ano, estamos completando 53 anos. Nesse tempo, ela j\u00e1 foi v\u00e1rias joint ventures e, no in\u00edcio de 2013, com a separa\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o de tintas da Dupont, o grupo Carlyle adquiriu esta divis\u00e3o e ela se tornou uma empresa independente, focada globalmente no segmento de revestimentos, e assim criou-se a Axalta. Em novembro de 2014, a empresa abriu o capital na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Desde o \u00ednicio, n\u00f3s come\u00e7amos a trabalhar para fazer essa transi\u00e7\u00e3o de marca, com um trabalho forte de comunica\u00e7\u00e3o. E no setor de repintura as marcas dos produtos s\u00e3o mais relevantes que a marca da pr\u00f3pria fabricante. Para n\u00f3s, a imagem corporativa \u00e9 bastante importante e, no Brasil, n\u00f3s divulgamos muito nossa marca com a participa\u00e7\u00e3o na Stock Car. N\u00f3s temos uma parceria com a equipe C2 Team, com quem costumamos fazer uma s\u00e9rie de atividades que ajudam para que a Axalta esteja cada vez mais estabelecida para o p\u00fablico final e para os revendedores. Com os clientes da ind\u00fastria essa comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais f\u00e1cil por envolver menos pessoas, o que faz com que a Axalta seja um nome conhecido nesse segmento.<\/p>\n<p><strong>RPA &#8211; Quais a\u00e7\u00f5es futuras para a fixa\u00e7\u00e3o da marca definitivamente?<\/strong><\/p>\n<p>O canal principal para voc\u00ea comunicar \u00e9 o trade, e n\u00e3o tanto o consumidor final. Porque quando ele leva o ve\u00edculo para fazer um reparo, geralmente ele confia na oficina e nem sabe qual \u00e9 a marca que est\u00e1 sendo usada para fazer o reparo no ve\u00edculo dele. Ent\u00e3o, a comunica\u00e7\u00e3o com os distribuidores, com os revendedores e com os pintores \u00e9 fundamental. A aproxima\u00e7\u00e3o que n\u00f3s buscamos \u00e9 usar o nosso programa de treinamento para poder cada vez mais expor as vantagens competitivas dos nossos produtos e gerar um maior conhecimento sobre quem \u00e9 a Axalta, al\u00e9m de mostrar nosso foco no cliente. Esse tipo de atividade ajuda muito a fixar a marca.<\/p>\n<p><strong>RPA &#8211; Qual a sua expectativa para o futuro do mercado? O senhor poderia dar algumas dicas para os empres\u00e1rios do setor?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 muito importante separarmos essa an\u00e1lise em duas partes. A parte que voc\u00ea n\u00e3o controla, que \u00e9 a economia e toda a influ\u00eancia que ela tem no seu neg\u00f3cio. Mas realmente se espera uma estabiliza\u00e7\u00e3o e uma melhora para o pr\u00f3ximo ano. A expectativa de todo brasileiro hoje \u00e9 que a crise est\u00e1 chegando ao fim do po\u00e7o e que agora exista uma estabiliza\u00e7\u00e3o e depois um crescimento escalonado. A outra parte, bastante relevante, \u00e9 a que est\u00e1 em nossas m\u00e3os: focar no cliente, procurar atend\u00ea-lo da melhor forma poss\u00edvel, sendo competitivo, trabalhando com custos bem enxutos (o m\u00e1ximo que voc\u00ea puder), com atendimento exemplar, produtos de boa qualidade, controle de estoque, para que o cliente saia sempre satisfeito e volte para seu neg\u00f3cio. A crise \u00e9 um momento onde voc\u00ea tem a melhor oportunidade de melhorar sua intera\u00e7\u00e3o com seu cliente. Estando de m\u00e3os dadas, as coisas ficam facilitadas para ambos.<\/p>\n<p><strong>RPA &#8211; O senhor est\u00e1 otimista?<\/strong><\/p>\n<p>Eu estou otimista e sou realista. Queremos continuar lan\u00e7ando novos produtos, oferecendo treinamentos e desenhar um futuro melhor, buscando fazer melhor a cada dia. \u00c9 assim que n\u00f3s esperamos continuar crescendo. Apesar das dificuldades dos \u00faltimos anos, com essa estrat\u00e9gia n\u00f3s temos conseguido um bom desempenho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o pense em falar de crise com Eduardo Nardinelli, presidente da Axalta. O Engenheiro mec\u00e2nico de forma\u00e7\u00e3o, com diversos cursos no exterior e MBA, entrou no setor de tintas em 2014, depois de muito tempo no ramo de autope\u00e7as. 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