Colorgin disponibiliza cores para intervenção de grafiteiras na Estação Brás

Cerca de 100 tons da paleta de cores de Colorgin Arte Urbana foram utilizados para colorir os muros do Espaço Cultural da Estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo. A ação em comemoração ao Dia Internacional da Mulher teve apoio do Museu Aberto de Arte Urbana (MAAU) e contou com a participação de 12 grafiteiras, que misturaram criatividade e estilo nas intervenções. A estação de trem recebe, em média, 270.000 pessoas por dia.

Organizadora do projeto, Lari Ume conta que escolheu as artistas, principalmente, pela representatividade de cada uma no cenário do grafite nacional. “Tanto em questão de estilos variados, pois temos letreiro, personagens, abstrato, quanto em questão da personalidade das meninas. São artistas completamente diferentes, o que reflete também a diversidade”.

A composição dos murais do Espaço Cultural da Estação Brás contou com a participação de Grazie, Lady Brown, Katia Suzue, Micha, Cat One, Nataly Beth, Chocolari, Karen Kueia, Clara Leff, Mura, Sarah Lorenk e Tabyta.

“É um espaço que recebe muitas pessoas de todas as partes, todos os dias. Por isso, escolhi como arte fazer um avião banana, trazendo para os muros essa variedade de forma divertida. Banana é uma palavra internacional e quem pilota o avião é a Chocolari, uma baratinha inspirada na história de Binho Ribeiro, meu pai. Utilizei as cores Rosa Chiclete, Framboesa, Rosa Biscuit, Amarelo Sol, Amarelo Limão e Branchisa”, explica Lari.

Todas as artes interagem com o público. E se a intenção do projeto era que cada artista usasse seu estilo para mostrar uma interação diferente, não faltou inspiração.

Clara Leff apostou em olhos femininos para passar sua mensagem. “Sempre faço olhos e essa arte com o olhar para cima, especialmente para mim, representa a esperança, como se estivesse olhando para o céu. Nas cores, sinto um toque mais feminino. É muito mais simbólico pintar em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, porque é um trabalho feito por mulheres”.

A grafiteira dividiu a arte com Mura e as duas contam que pensaram na composição juntas. “Meu trabalho, apesar de ser realismo humano, traz muito de natureza. Como a proposta era ser um trabalho que interagisse com o público, trouxemos elementos de forma espelhada para que as pessoas pudessem se posicionar no meio da arte e tirar uma foto. Gostei bastante do resultado”, revela Clara.

Mura escolheu flores que se transformam em asas para completar o grafite. “Faço muitos desenhos botânicos e criamos esse aqui juntas. Estou muito feliz em dividir a arte com a Clara”.

Para ela, participar do projeto tem um significado especial. “É mais difícil ser mulher na cena do grafite, então estamos aqui mostrando que as mulheres existem, que elas grafitam. É bem significativo para a gente expor e mostrar que estamos aqui e pintamos”.

Há um ano no grafite, Sarah Lorenk se inspirou no chá de amor para criar sua personagem. “Como gosto muito de tomar chá, usei o bule derramando corações para que as pessoas pudessem ficar embaixo e se banharem de amor. Meu conceito de arte é criar personagens que não são exatamente o padrão de beleza que a sociedade impõe. Gosto de usar outras variáveis para chamar a atenção, porque acredito que as pessoas são assim. Não tem de depender só da estética para querer se aproximar de uma pessoa, tem várias outras formas de uma pessoa ser atrativa, então, coloco isso na minha arte”.

Analista de marketing de Colorgin, Jéssica Pereira considera a ação essencial para a marca. “Já somos parceiros do MAAU e estar novamente com o museu em um projeto tão importante e de tanta visibilidade é motivo de orgulho para nós”.