Brasilux concede entrevista a Pintou na Artesp

Caio Panegossi, sócio-diretor da Brasilux Tintas, é formado em Administração, Logística e Química. Iniciou sua trajetória no setor de tintas em 1989, como representante comercial de uma pequena fabricante de tintas industriais mineira. Depois de adquirir conhecimento no mercado, em 1993, uniu-se a outros representantes para fundar a Brasilux. No início, a empresa tinha apenas a linha industrial e posteriormente lançou as demais linhas: automotiva, imobiliária, madeira e recentemente a linha pó. Panegossi concedeu entrevista para a reportagem da Revista Pintou na Artesp sobre o mau momento da economia brasileira e o reflexo no setor tinteito.

Revista da Pintou na Artesp – Qual seu balanço da economia brasileira dos últimos quatro anos, com enfoque em 2014, principalmente para o setor de tintas?

2011 foi um ano muito bom e próspero, o que não ocorreu nos anos seguintes. A economia vem dando sinais de enfraquecimento, seja por crises internacionais ou interna, como é a que estamos vivenciando hoje. 2014 foi um ano sem crescimento, com mercado retraído, alta de endividamento e ausência de investimento por partes das empresas, reflexo da política econômica brasileira.

Com as mudanças político-econômicas, qual sua previsão para 2015 no setor? Dá par ter uma perspectiva positiva para os próximos anos?

2015 está se mostrando um ano difícil, as reformas que o País precisa implementar não estão sendo feitas e as consequências não são boas. As mudanças necessárias para termos um País próspero e competitivo são de longo prazo. Um dos grandes problemas enfrentados pelo empresariado brasileiro é baixa qualidade de mão de obra, consequência da falta de investimento em educação e do viés assistencialista do governo atual. Esse é um ponto fundamental. Países como Coreia do Sul e China, dentre outros, são exemplos de sucesso neste setor. Investiram fortemente em educação e hoje colhem os frutos, com capacidade de desenvolvimento de novas tecnologias, alta produtividade e competitividade no cenário global.

Alguma medida anunciada recentemente atinge diretamente o setor? O que faltou que poderia ajudar todo o mercado?

A alta carga tributária que pagamos para financiar um Estado inchado e incompetente atinge todos os setores da economia. O que falta é investimento sério em infraestrutura, investimento em educação básica, para todos e em todo o território nacional, segurança e saúde. É o dever de casa, o básico. É isso que precisamos fazer. Também precisamos de uma reforma tributária para diminuir a tributação da cadeia produtiva, para que se possa gerar mais empregos e aumentar o poder de comprar dos trabalhadores em geral, e passar a tributar o consumo, de maneira honesta e transparente, como é feito em muitos países desenvolvidos.

Como foi a postura do mercado durante a crise? Ela poderia ser melhor? Ainda há tempo para mudar? Como a Brasilux, especificamente, enfrentou esse período?

Enfrentamos a crise com cautela, com atenção redobrada à concessão de crédito, mas sempre confiando em nossos parceiros, com muita transparência, procurando estar bem próximos de nossos fornecedores e clientes.

Investimentos de Marketing ajudam nas vendas em momentos de crise? Qual a importância da exposição na mídia para a marca?

Sim. Investimentos em marketing são sempre importantes, em todos os momentos. Nós estamos constantemente pesquisando para lançar novos produtos e isso requer uma boa comunicação com o mercado, bem como a fixação de nossas marcas para que possamos ter a preferência dos consumidores.

E para pequenas empresas, como as revendas de tintas, qual a dica? Como elas podem ajudar no crescimento do mercado como o todo?

A dica é uma administração de estoques e crédito, ter uma equipe de vendas que entenda as necessidades do cliente para bem atendê-lo e trabalhar com produtos confiáveis de empresas sérias.

A Brasilux tintas está preparando novidades para 2015? Alguma pode ser adiantada?

Estamos lançando de forma exclusiva e única, o látex DEFATTO, produto já consagrado há anos na Europa e que trás enorme vantagem, pois não necessita de diluição, tratando-se de um produto super premium pronto para uso, aumentando significativamente o rendimento da mão de obra. Outro lançamento é o revestimento Overlay para pisos, novos ou usados, de concreto, cerâmica, madeira e outros, que consiste em um produto à base de cimento resinado, seja acrílico (transito leve, carros e pedestres) ou epóxi (transito pesado, caminhões e empilhadeiras). Com uma fina camada, de 1 a 3 mm, dá-se o acabamento novo, com alta resistência física, aderência e flexibilidade, com inúmeras possibilidades decorativas.

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