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A pesquisa científica focada em cor, luz e tinta está no centro da próxima fase da Operação Night Watch, uma parceria pioneira da AkzoNobel com o Rijksmuseum, em Amsterdã, na Holanda. Há sete meses, a obra-prima de Rembrandt está passando por sua maior e mais inovadora restauração, com os dois parceiros combinando conhecimento e experiência para conservar a pintura da melhor maneira possível. Foram identificadas três principais áreas de foco, ao passo que a colaboração começou a ganhar ritmo.

“Estamos muito animados em trabalhar com o Rijksmuseum em um projeto tão inovador”, diz Klaas Kruithof, diretor de Tecnologia da AkzoNobel. “Ao fundir o antigo com o novo, podemos pensar de maneiras diferentes, agir de outra forma e utilizar nosso know-how inovador para ir além das expectativas e ajudar a trazer a esse ramo da pintura um novo reino de possibilidades”.

Robert van Langh, diretor de Conservação e Ciência do Rijksmuseum, acrescenta: “Sabíamos desde o início que a parceria com a AkzoNobel na Operação Night Watch fazia todo sentido. Agora estamos começando a olhar os detalhes de como podemos progredir do ponto de vista científico. Temos interesses comuns, especialmente em termos de cor e envelhecimento da pintura, e estamos confiantes de que os projetos nos quais estamos trabalhando ajudarão a levar o Night Watch a uma nova perspectiva e nível de entendimento”.

Cientistas de ambas as partes planejam trabalhar nos seguintes projetos nos próximos dois anos:

Recriar os impastos (técnica de aplicar tinta de maneira espessa, de modo que ela se destaque da superfície para criar uma imagem 3D) de Rembrandt, para entender melhor como foram concebidas suas formulações exclusivas de tinta – a receita precisa ainda permanece um mistério;

Cria uma calibração de cores personalizada para melhorar a fotografia e a digitalização de pinturas. O sistema também será ajustado às cores específicas usadas no The Night Watch, que possui uma paleta escura muito particular;

Ajudar a melhorar a experiência de visualização do The Night Watch, levando em consideração o impacto que as condições de iluminação e o ambiente têm na percepção de cores, e usando as mais recentes tecnologias de exibição virtual em cores da AkzoNobel.

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Recriando os impastos de Rembrandt

Compreender como Rembrandt criou seus famosos impastos envolverá um melhor estudo da relação entre reologia (estudo do fluxo de matéria, principalmente no estado líquido, mas também como sólidos macios) e o comportamento prático da aplicação de tinta. Três diferentes impastos encontrados na obra de Rembrandt serão selecionados e investigados de perspectivas diferentes.

Projetando calibração de cores personalizada

A calibração de cores é o foco do segundo projeto, que visa resolver um problema comum com as fotografias profissionais do The Night Watch e outras pinturas holandesas do século XVII. Essas imagens tendem a mostrar um brilho em áreas escuras das obras de arte, o que distorce o resultado dessas pinturas em fotografias nos catálogos de museus e outras publicações. A intenção é projetar um cartão de calibração de cores personalizado para fotografar esses quadros, com o objetivo de trazer uma melhoria substancial para sua visualização.

Melhorando a experiência de visualização

Esse projeto irá explorar a experiência da AkzoNobel em cores e na refletância da luz. A pintura The Night Watch envelheceu e muitos detalhes são difíceis de distinguir. Para ajudar a aprimorar a experiência de visualização, o plano é analisar dados hiperespectrais e espectrorradiométricos e usar simulações baseadas em física para propor mudanças na iluminação local que poderiam ser usadas para melhorar a visibilidade da pintura.

“Essa é uma oportunidade incrível para contribuirmos com nossa experiência em cores em um projeto histórico”, explica Eric Kirchner, cientista sênior de Cores da AkzoNobel. “The Night Watch é uma pintura icônica, não apenas na cultura holandesa, mas em toda a história da arte. Portanto, estar envolvido nesse projeto diz muito sobre sermos referência no setor.”

Curiosidades

Nas últimas atualizações da minuciosa análise que está sendo realizada, foi identificado que a cor vermelha mais comum nas pinturas de Rembrandt é extraída através do esmagamento do inseto cochonilha. Outro tom dessa cor utilizado foi obtido pela árvore Pau-Brasil, levada do nosso país para a Holanda, em que os pedaços de sua madeira são ralados até virar pó e fervidos em água para a formação do corante.

Lançada em julho de 2019, a Operação Night Watch está usando uma série de ferramentas e técnicas inovadoras para implementar uma grande investigação e conservação da famosa pintura de Rembrandt, realizada em uma câmara de vidro especial, no próprio museu, sob os olhos atentos dos visitantes. Uma equipe dedicada, formada por pesquisadores, conservadores e restauradores do Rijksmuseum, está trabalhando em estreita colaboração com museus e universidades na Holanda e no exterior, além dos especialistas em cores da AkzoNobel.

Você pode acompanhar a Operação Night Watch, em tempo real, visitando rijksmuseum.nl/nightwatch.

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